29 julho, 2010

levantei-me da cama e tu ainda estavas a dormir. Fui pé ante pé, devagar devagarinho, abrir a janela porque tinhamos deixado o quarto numa mistura de quente e frio. Ao mesmo tempo, fiquei a olhar a rua, onde em frente, uma arvore escondia a superficie total do sol, apenas se apresentava literalmente. envergonhado, escondia a sua beleza. ainda estava um fresquinho matinal, e eu fechei mais um pouco a janela. derepente, tu das uma volta na cama, tapas-te com o lençol, e abres um olho. eu limito-me a sorrir para ti, e a susurrar
-"dorme mais um pouco, não tenhas pressa"- e tu simplesmente me respondes-te com uma voz quase sumida
-"preciso de ti aqui, para voltar a adormecer. preciso que me enroles nos teus braços"
fui devagarinho, levantando as pontas da minha camisa num toque ameninado, e deitei-me, totalmente.
fiquei a olhar para ti, e a ver as mil maravilhas que mostravas, e aquelas que nao mostravas, eu ja as sabia. pus-te a mao na cara e enquanto me encostava ao teu peito, tu esfregavas os teus pes nos meus, para te aqueceres. estavamos apenas a recordar a noite passada, por simples ternuras. e cada vez que o tempo ia passando, cada vez mais nos esqueciamos dele a passar. ficámos ali, eternamente, adormecidos e enamorados. presos pelo amor, presos pela vontade, presos pelo coração

1 comentário:

Marta disse...

senti cada palavra, cada gesto que descreves-te e senti-me mais limpa.