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12 junho, 2012

És o meu tudo. És o meu tudo. És o meu tudo. És a vontade de fugir de barco e ir ver as estrelas no meio do mar. És o comboio apressado que corre no teu destino. És a pequena bicicleta que te vê a passar do outro lado da estrada. És o café por fechar mas que ainda aceita as ultimas demoras. És a florista que recolhe as flores todas as noites. És a lua tão perto. As nuvens que movem. O cheiro dos jardins e o sorriso da mulher que passeia o cão todos os fins de tarde. És as coisas boas da vida. És a lembrança de todas elas. És o pequeno almoço de mesa cheia. És os jantares na rua e os almoços tardios. És o acordar com o cheiro a praia e o mar a dançar junto a nós. És o meu tudo e és ainda mais um pouco. És os dias de cada vez. És o meu companheiro que não se cansa de dar a mão. És o lado a lado. A minha voz que grita,a minha voz que canta,a minha voz que te chama. A presença. És o amor que se alimenta. Que descobre. Que muda. Que traz. Que cria pegadas de futuro. Que desenha uma estrada. És tu,por inteiro. Sem nada que envolva ,sem nada que preencha. És tu que não me deixas crescer tão rápido como o passar dos meses. És tu o melhor contador de histórias. De lições. De coragem. És tu que trazes sempre algo que não pertence a mais ninguém e que eu continuo a preservar como se um dia,quando te esqueceres,te mostre a gaveta cheia de caminhos por onde cortar. 

24 abril, 2012

Gosto muito de vocês, nunca se esqueçam disso!

10 abril, 2012

Tenho saudades vossas,tenho saudades minhas. Saudades de nos encontrarmos todos aqui quase à mesma hora,como se fosse a hora de ponta. Saudades de trocarmos beijinhos cheios de mel,doce e corações. Saudades deste cantinho como verdadeiro cantinho. Não se percam,não me deixem perder. Onde é que andam vocês? Voltem porque aqui somos todos felizes. Voltem como há uns minutos atrás. Voltem para me porem de coração cheio que só assim é que ele me pertence. 

06 fevereiro, 2012

para emmeline

conseguias conquistar o mundo. conseguias. e sabes porquê? porque ele nunca é indiferente a pedaços grandes de coração. pode parecer que sim,mas eu digo-te que conseguias conquistar o mundo. Já conquistas-te o meu,devagarinho. ficou cheio de flores e cores que dá vontade de abrir os olhos. E porque tu tens tanto para ensinar. És como aqueles pássaros que voam calmamente por cima das cabeças a tentar adivinhar como cada pessoa será,como cada pessoa gostaria de ser. E gostavas de fazer toques de magia em cada uma,sem elas saberem. Gostavas de caminhar todos os dias lado a lado com a vida,como se ela não fosse nada demais,nada para temer. como se fosse o nosso vestido preferido que nunca ganha defeitos,ao longo do tempo. E é essa tua esperança,essa tua força de que um dia vai ser assim,de que um dia vais conseguir enganar os caminhos e saíres como uma pétala,que ainda move as pessoas para junto de ti. é por isso que elas se sentem aconchegadas talvez a ouvir os teus silêncios,é por isso que recebes amor. porque dás amor. É por isso que te tranquilizas. porque sabes que as palavras certas virão. os tempos ainda melhores chegarão e serão partilhados. É por isso que eu gosto tanto tanto de ti. porque me ensinaste que os dias de sol existem mas nem sempre aquecem o coração. que o amor não é sempre o mesmo todos os dias,mas ainda assim se consegue amar de corpo inteiro. Porque tu és tão eu. porque tu tens sempre a lição a fugir-te da boca que por coincidência,é a que melhor me soa aos ouvidos. Porque tu ainda tens a coragem de   sonhar com o que te move,ainda tens muitas rosas a cheirar aí dentro. Só gostava de te pedir um favor. Mesmo que nunca te tenha visto sorrir mesmo ao meu lado,sorri sempre o melhor que podes e ás vezes,pelas duas. manda-me umas palavras pelo ar para eu receber a mensagem. Não sei se já reparaste,mas funcionamos muito assim. flutuamos no tempo,aproximamo-nos sem querer,todos os dias. muito levezinho,quase sem sabermos que as palavras ainda estão aí. E isto sabe...sabe a beijos na alma. sabe a noites mais que tranquilas. Espero que a vida ainda tenha muito para te dar assim como eu. espero que quando tiveres um pequenino contratempo e fores parar a um lugar escuro,ainda saibas que posso trazer-te para casa e pôr-te à lareira. Manda-me sempre corações todas as semanas para eu saber que ainda estás do outro lado e se estás da cor do céu ou da cor do café. Minha querida emmeline,e que tal pensarmos uma na outra e lembrarmo-nos em voz alta de como é bom viver?

24 janeiro, 2012

amamos a cidade. amamos o frio da noite. amamos os casacões e o ar em forma de nuvem que sai da boca. amamos os barulhos da calçada. amamos os risos. amamos as múltiplas janelas que contam histórias. E amamos sobretudo,passar junto das mesas e cadeiras dos cafés abertos até de manhã. amamos sentarmo-nos nelas e conversar sobre nada. Foi assim que nos conhecemos,foi assim que nos inspirámos um ao outro. eu e tu em lados opostos da rua,a olhar de relance. tu olhavas para as minhas sabrinas com uma forma peculiar,eu olhava-te para os óculos arredondados que te davam um ar menos comum,mais viajante. Passei para o teu lado da rua,com a intenção que tu mesmo pensaste. ora bem,que mais poderia ser? queria ver se o teu tom de voz tinha uma relação com a tua figura e com o bom ar que davas à cidade. Não escondi,não havia nada para esconder. E fui sempre assim a vida toda,sem me arrepender. Faço porque faço,e sei que me corre bem,sei que tenho as palavras certas. Tu,oh tu,deu-te graça. meti-te a maior graça do mundo quando te toquei no ombro e te pedi um cigarro. eram raras as vezes que fumava,mas apeteceu-me fumar em conjunto contigo,apeteceu-me estar ali,parada,junto á parede do prédio,a ver-te fumar. a ver-te o charme nas veias,que era demasiado para um só corpo. oh,se era. reparei que trazias contigo um livro já meio estragado e meio desfolhado,sem dó nem piedade. percebi logo que era o que fazias quando ias tomar café ou quando saias para a tua hora de almoço. Perguntaste-me se era nova na cidade ou se costumava esconder-me nos buracos. Eu respondi-te que tinha alergia ás multidões e por isso,decidia ficar dentro do café,a olhar sorrateiramente. E foi só isto. percebi por onde passavas,todos os dias e era só esperar por ti para fumar mais um cigarro lentamente. Cheguei a perguntar-me porque é que vivia aterrorizada com as pessoas de lá para cá. cheguei a aperceber-me que se as estudasse á medida que as via de longe,tinha muito mais piada. E comecei por ti,exactamente. Hoje,andamos de mãos dadas pela rua abaixo,mas preferimos desce-la durante a noite. Parecemos daqueles artistas aventureiros que só dormem 2 vezes por semana e passam os dias com os olhos a brilhar por tudo aquilo que vêm,quando saem à rua. andamos ao mesmo ritmo,baloiçamos os braços ao mesmo ritmo,e de vez a vez,ainda nos encostamos para fumar o nosso cigarro da meia noite. o melhor do dia. o mais nostálgico. Se me tirassem esta vista,tiravam-me tudo. E como eu gosto de ti debaixo das luzes,como eu gosto de ti a olhar para mim,como se fosse a primeira vez,olhar curioso,como quem diz "vale a pena reparar".

15 dezembro, 2011

o estar apaixonado

não sabe tão bem ter alguém a dar as mãos com força e saber que até poderíamos ter quatro mãos,que nunca era demais? não sabe tão bem apaixonarmo-nos por todas as cores da manhã quando estamos de coração cheio? não sabe tão bem sentir que se está a viver tudo no momento certo,nas horas certas? não sabe tão mas tão bem abrir-mos os lençóis da cama e saber que podemos ter surpresas durante o dia,valendo pelos dias mais escuros? sabe tão bem. sabe tão bem viver nesta estabilidade e no conforto dos abraços. somos almas coloridas quando sabemos estar juntos. porquê ser de outra maneira?boa noite,estou feliz. 

17 novembro, 2011

nem a paisagem é mais bonita que nós. só a luz do sol,quando nos contorna os traços da alma

25 outubro, 2011

e porque dias não são dias e hoje eu digo que me sinto apaixonada. só isso

14 setembro, 2011

era isto. o tempo parou,eu percebi. desenhou os nossos reflexos que apesar de desfocados,eram tão reais. mostrou-nos as sombras da verdade, mas só as sombras. a luz fazia-nos bem. entrava-nos para dentro do coração e coloríamos as paredes,as folhas, os lagos em que espreitávamos. tudo nos envolvia como se quisessem que fizéssemos parte da paisagem para sempre. eu sentia um aperto a volta dos ombros e do sorriso. e como sempre, não saí desiludida. de há uns tempos para cá,tinha-me lembrado de dar vida a casa. sentia saudades dela,do chão a cheirar a madeira, dos ramos das árvores a espreitarem por entre a abertura das janelas,do cheiro de todas as estações num só local. a casa sempre foi um poço de entradas e saídas, de diferentes almas e diferentes vidas. sempre foi uma porta aberta. e hoje, é a porta aberta de recordações. como tal,decidi tirar todas os objectos e decorações que transpirassem dias maus. decidi entrar no jogo e durante aquele dia inteiro de remodelações, fui-me colorindo. no fim, tirei uma só fotografia e oh,como era tudo tão diferente. decidi emoldurá-la e levá-la comigo. depois disso,sentia finalmente que tinha encontrado o refugio. aquele que desde pequena dizia ter. estava ali e era meu. era só abrir a porta da frente e tudo estava bem. sentia-me nela mais do que em qualquer outro lugar,aquilo era eu,de todas as maneiras. e é tão bom quando temos algo a condizer connosco e que se encaixa tão bem. não me esqueci de nós e não me esqueci de te levar lá. tal como aquele sítio,também fazias e fazes parte de mim. sabia que se iam dar bem. sabia que te ia suavizar o coração que andava acelerado. estava ansiosa para que pisasses o chão da entrada e para que finalmente se virasse a folha das nossas vidas. em ti,começavam os dias mais coloridos e as almas mais alegres. prometi a mim mesma que a remodelação ia ser radical e por isso,só permitia que pairasse no ar energia positiva. estava ansiosa para que cheirasses a noite. era tão diferente. era tão mais fresca,tão cheia de estrelas. coloquei uma cama de rede no terraço. e ainda me lembro que quando olhei para ela depois de a montar,sorri tanto. podia ser ali as noites infinitas, as conversas eternas,o lugar de todos. até o chá soube ao amor. e eu que sempre bebi o chá por hábito. porque sim. colhi umas flores do jardim e coloquei-as na jarra. eram margaridas. estava tudo pronto para que quando voltasse,voltasse contigo. e assim foi. durante a viagem lembrei-me de pôr o cd que tinha gravado com as musicas do John Mayer. gostamos muito,os dois. entra-nos nos ouvidos e ficamos a cantar o dia todo,em sintonia. estavas feliz mas receoso. eu percebi. não gostas de estar muito tempo fora de casa e tinhas medo de te desiludir. pus as expectativas altas mas quando as faço,sei que são certas. chegámos ao fim da tarde, porque eu quis. quis que te estreasses com o pôr do sol. os teus olhos brilharam e agarraste-me com força a volta da cintura. não se ouvia nada,só o som do rio e das árvores a mexer com o vento. foi bonito,foi como só podia ser. o resto dos dias ficam connosco, bem aconchegados nas nossas mãos. foram intensos e calmos. intensos de renovação,só isso. e tive a certeza absoluta que a casa já era a nossa casa e que já tinhas as tuas mãos marcadas nas paredes. a cama de rede foi estreada por ti e abusada por ti. passavas lá os serões a beber café e a ouvir os grilos. eu cá dentro,junto a varanda a ler o livro e a olhar para ti de vez a vez. a tentar adivinhar os teus pensamentos. estavas longe,tão longe e tão perto. no fim disseste-me que adoravas casas ao pé dos rios e que só agora te tinhas lembrado de me dizer. achei graça porque mais uma vez,estávamos por igual. adoravas o cheiro a puro,a serenidade como se o resto lá fora nunca importasse demasiado. fomos só os nós os dois,eu e tu. agradeceste-me por fazer parte da tua vida e por mudá-la com simples coisas. a tal verdade que nos foi oferecida foi nada mais,nada menos do que saber relaxar. temos um mundo dentro de nós e é nele que temos que nos focar. usá-lo da maneira certa. e nós juntos,só juntos,somos a maneira certa. fizeste-me a promessa que quando voltássemos ias arranjar o jardim. era o teu presente para mim. o importante era que vinhas,que voltavas. sem eu dizer nada,só por ti. mal ia a fechar a porta de saída perguntei-te: "sentiste o mesmo que eu,não foi?" respiras-te fundo e disseste "aqui tens a tua resposta". gosto de ti. cada vez mais,cada vez melhor. 

26 julho, 2011

vamos ser felizes hoje juntos. vamos juntar as mãos e desenhar um arco-íris. Vamos sorrir para o céu e correr até ficarmos sem fôlego. vamos só ser felizes a conquistar o nosso mundo,a que ninguém tem acesso. estamos aqui,no meio do sonho e do real. Gostamos dos dois,vamos juntá-los. Tu sabes como só eu sei gostar de ti,como só eu sei que os teus olhos dizem tudo. Por isso,sê só tu hoje,ao pé de mim. sem mais demoras que já se faz tarde. Podes levar-me para onde quiseres,desde que seja sincero. levamos atrás de nós as malas feitas e as cores da vida,que vão abraçando passo a passo o coração. aquele,que está grande. aquele,que espera tudo.

17 julho, 2011

és daqueles toques delicados. Que parecem seda e se espalham pelo corpo em tom de arrepio. és discreto mas sabes que assim tem mais encanto,para mim sempre teve mais encanto. Parece que a minha pele muda de cor. Fica num tom rosado e começa a deslizar devagarinho. E eu estremeço sempre. Quase sempre. Ainda mais quando começas sorrateiro até ao pescoço e do pescoço até ao ombro, sempre confiante,sempre calmo. Eu fecho os olhos à procura dum parênteses no tempo. Flutuo por lá. E a verdade é que cada vez que o sol insiste em mostrar os meus tesouros mais escondidos,eles mais se escondem. Passaram a ser nossos. teus e meus e das horas perdidas.

11 julho, 2011


nunca contei pormenorizadamente a nossa rotina a ninguém. é uma rotina pequenina,mas que nos sabe tão bem. As vezes também gostamos de sair dela,mas a maior parte dos dias,chamamo-la para ela vir connosco. começa com a manhã,acordamos sempre com os pés gelados. seja verão ou inverno, somos ambos gelados nos pés e isso nunca vai mudar. Então,como por instinto, eu aqueço os teus e tu aqueces os meus. sabe-nos melhor do que se fosse cada um por si. E depois desse miminho, começamos a puxar-nos para cima em tom de acordar. Não me lembro de um único dia em que não o façamos. À tardinha, se ficarmos por casa, acabamos sempre por beber um chá. E o mais engraçado é que começamos a dar por falta dele à mesma hora e começamos a olhar em volta. Costumamos bebe-lo na varanda,ao vento. dizes sempre que ele assim ganha outro sabor,e é verdade. À noite,ou no inicio dela, ficamos os dois muito pensativos. E quando isso acontece,recolhemos as mãos e baixamos a cabeça. Costumo olhar para ti quando estás pensativo. Gosto tanto. Ficas diferente,ficas calmo. Quase que nem pareces tu. Mas nunca tento interromper,gosto das tuas próprias conclusões e das tuas marés de sonhos. E quando despertas,fazes sempre um sorriso. Como se tivesses acabado de ver o mar ou tivesses acabado de ver a melhor maravilha do mundo. Não costumo mostrar tanto o meu,mas é verdade que sempre que acabo de pensar,gosto de te tocar e isso faz-me sempre sorrir. E o melhor na nossa rotina,esta rotina saudável que nos faz ser quem somos e ninguém ser igual a nós, é mesmo quando nos vamos deitar. Seja na cama,seja quando nos deitamos no sofá já a saber que ficamos por ali. dizemos sempre que gostamos muito um do outro e enquanto o dizemos,arregalamos os olhos. Eu costumo tocar-te no cabelo. Tu gostas mais de tocar-me no nariz. Mas não é algo que dizemos com a sensação de que já é rotina,temos uma obrigação. Nunca foi assim. É a nossa hora para soltar o que acumulamos durante o dia e o que observamos. E todos os dias,quando nos observamos,sabemos sempre que naquela noite,o "gosto muito de ti" terá um sabor ainda mais especial que o anterior. E é assim,que fico sem me importar de ser tão igual a ti e tu tão igual a mim. Nunca me soube a estranho,nunca me soube a algo mais amargo. Porque no fim de contas,tu continuas a ser tu,eu continuo a ser eu,mas somos sempre um do outro,até fora de rotinas. 

10 abril, 2011

o nosso dia.

já programava este nosso dia desde o teu abraço. já sonhava com ele mesmo antes de existires realmente. e quando ele chegou,não pareceu igual a nada. nem mesmo ao que eu tinha sonhado. foi melhor,foi um fôlego que eu consegui aguentar enquanto estavas comigo. relembro-me de cada bocadinho de silêncio,cada bocadinho que eu fechei a boca com medo de estragar tudo. lembro-me de te rires de mim e eu não perceber sequer porquê. lembro-me de rir contigo e ao mesmo tempo tapar a boca embaraçada. lembro-me de contar toda a tua imperfeição enquanto olhavas para o lado e nunca cheguei a acaba-la . lembro-me que o tempo não parou mas parecia eterno. e foi só nesse dia,nesses pequenos instantes de nada que me fizeste aperceber somente de uma coisa-já cá estavas à minha espera mesmo antes de eu te encontrar. e só por isso,foi só por isso que te vi como nunca te tinha visto antes,mais perfeito do que nunca.

18 março, 2011

não me arrependo

é muito simples conheçer-te. aliás,desde que me ensinas-te essa obra de arte que cada vez tenho visto mais nos outros aquilo que não estava habituada a ver. ensinaste-me que as pessoas são todas caixinhas de surpresas e que no fundo,gostam que alguém as explore. ensinaste-me que o melhor truque para conseguir conheçer para além dos olhos,é dar um bocadinho dos nossos,um bocadinho de nós. ensinaste-me que mesmo assim,se eu não conseguir ver para além dos olhos,por muito que me esforçe,então para deixar de tentar. se quiserem mais um bocadinho de nós,haverão de vir. haverão. e se não vierem,apenas esquecemos. ensinaste-me que podemos amar mesmo sem conhecendo a caixinha de surpresas e podemos amar muito menos depois de a abrirmos. ensinaste-me que sou preciosa e que a minha caixinha só é revelada a quem mereçer a pena,alguém como tu. ensinaste-me tanta coisa apenas durante o tempo em que te fui conheçendo. é incrivel não é? e ensinaste-me porque tu foste a minha melhor conquista, e quando digo melhor conquista,é quando pensava que me iludias com falsas mascaras,e no fundo,só te estavas a preparar para me mostrar a verdadeira realidade. o teu eu que eu tanto aprecio. mesmo agora,depois de conquistas falhadas e bem sucedidas,continuo a admirar todos os dias o simples facto de saberes tão bem como chegar a ti. se te arrependeres algum dia de o teres feito,apenas pensa que valeu a pena. valeu a pena para mim,para sempre.

12 março, 2011

oh,como eu queria que fizesses tanto parte da minha vida como estes livros amontoados e a minha colecção de chavenas de café. como eu queria que cheirasses a eles. queria entregar-te este meu mundo de memórias,a minha bancada vazia e as paredes que chamam por ti. e tenho a certeza que serias o melhor a guardar os segredos que um dia descobri em cada livro,em cada recanto. não me perguntes porquê tanta certeza,porque és tu que me a dás. queria que sentisses o mesmo conforto que eu,partilhassemos dele durante as manhãs de chuva,as tardes de primavera e as noites de verão. queria que me amasses não somente a mim,mas o mundo que construi a tua espera. sabias que na porta de entrada existe um cartão de bem vindo? se quiseres que seja para ti, então será. mas é só tu quereres,só tu quereres entrar. então aí,poderás pintar as nossas paredes da tua cor preferida e poderás beber das minhas chavenas de café. e um dia, só reconheçerás o cheiro das prateleiras de livros amontoados,velhos e cheios de segredos que um dia te prometi revelar. não encontrarás outro igual,é o cheiro do meu mundo que pode ser teu.

05 março, 2011

porque é bom

gosto dos fim de tarde. muito mais do que as manhãs e do que as noites. apesar de não se ver as estrelas,trazem-me boas recordações e bons sonhos. e sabes outra coisa? gosto delas com a tua presença,é como a cereja no topo do bolo. gosto de ti,gosto de nós,e gosto dos abraços debaixo do lusco fusco. gosto disto.